A equipe de Palestra Itália viajou até o estado do Paraná para
enfrentar o Atlético-PR pelo primeiro duelo das quartas de final da Copa do
Brasil, e empatou a partida, que teve como destaques: a instabilidade defensiva
do alviverde e a péssima arbitragem, nenhuma novidade.
O jogo começou bastante equilibrado e com ambas as equipes
buscando e chegando com algum perigo. Até que aos 15 minutos o bandeira marcou
uma falta estranha na lateral direita do ataque paranaense. Na cobrança a zaga
palmeirense deu uma grande bobeira e permitiu a abertura do placar, 1x0 para os
donos da casa.
Logo depois os atleticanos reclamaram de uma jogada de fundo,
que após cruzamento a bola bateu no braço de Mauricio Ramos, para mim, bola na
mão, apesar de estar com os braços abertos lance normal.
Mas o gol trouxe ainda mais movimentação na partida, e o
Palmeiras não se encolheu, foi para cima e conquistou o empate rapidamente, aos
21 minutos. Após ótima enfiada de bola de Valdivia, Barcos ganhou do zagueiro e
bateu com categoria para empatar o marcador, 1x1.
A equipe alviverde não teve nem tempo para respirar, pois logo
aos 23 minutos, após receber em completo impedimento, aproximadamente 2metros,
na cara do bandeira, Guerrón foi até o fundo do campo e cruzou, após
finalização, Bruno fez boa defesa, só que a bola sobrou para Edigar deixar os
paranaenses novamente com a vantagem, 2x1.
O Palmeiras bem que tentou empatar a partida ainda na primeira
etapa, porém, com uma arbitragem lamentável fica complicado. No fim do primeiro
tempo foram dois pênaltis não assinalados, e ambos após cobranças de falta de
Marcos Assunção.
No primeiro lance o jogador da barreira pulou e cortou a bola
com a mão, já no segundo, após a bola acertar o travessão, Cicinho que chegava
inteiro na jogada para cabecear foi claramente empurrado. Impressionante a “má
vontade” da arbitragem.
Ainda na primeira etapa Barcos teve outra ótima oportunidade,
após receber mais um belo passe do 10 palmeirense, Valdivia, pena que o goleiro
adversário fez ótima defesa.
Na segunda etapa a equipe de Palestra Itália veio com uma
postura ainda mais ofensiva e pressionou praticamente durante todo o tempo, e apesar
da instabilidade defensiva criou inúmeras oportunidades.
Esta superioridade ficou ainda mais latente quando o técnico
palmeirense efetuou duas substituições aos 11 minutos da etapa final, saíram
Cicinho e Mazinho, para as entradas de Maikon Leite e Luan. Mazinho teve uma
atuação modesta, já Cicinho parece ter perdido seu futebol nas férias do final
do ano.
Então não tinha como a equipe da casa resistir por muito mais
tempo, e aos 14 minutos Maikon Leite que recebeu boa assistência de Barcos,
limpou o zagueiro e fuzilou o gol paranaense, um golaço, era o 2x2.
A equipe paulista ainda lutou, mas não conseguiu virar o marcador,
apesar do amplo domínio e das inúmeras chances desperdiçadas. Faz parte, afinal
o gramado também não ajudou muito.
Fica então a sensação do bom resultado, só que com o sentimento que
poderia ter sido melhor. Agora é comparecer em peso, na fora de mão, Arena
Barueri e empurrar o alviverde rumo ao título da Copa do Brasil.
Apenas para finalizar, o Palmeiras não pode mais aceitar algumas
arbitragens catastróficas, como a que assistimos nesta partida, é um absurdo,
além de tudo, o juiz ainda tirou Barcos do jogo de volta, uma imensa
brincadeira de mau gosto. Acorda Diretoria!
FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-PR 2 x 2
PALMEIRAS
Local: Durival de Britto, Curitiba (PR)
Data/Hora: 16/5/2012 – 19h30
Árbitro: Paulo Henrique Godoy Bezerra (SC)
Assistentes: Márcio E. Santiago (MG) e Ângelo Rudimar Bechi (SC)
Cartões Amarelos: Cleberson e Deivid (CAP); Cicinho, Valdivia e
Barcos (PAL)
Cartões Vermelhos:
Público/renda: 7.307 pagantes / R$ 166.230,00
GOLS: Bruno Mineiro, 16'/1ºT (1-0); Barcos, 21'/1ºT (1-1);
Edigar Junio, 22'/1ºT (2-1); Maikon Leite, 14'/2ºT (2-2)
ATLÉTICO-PR: Rodolfo, Cleberson (Pablo - intervalo), Manoel,
Renan Foguinho e Zezinho; Deivid, Alan Bahia e Ligüera; Bruno Mineiro, Guerrón
(Ricardinho - 23'/2ºT) e Edigar Junio. Técnico: Juan Carrasco.
PALMEIRAS: Bruno, Cicinho (Luan - 11'/2ºT), Leandro Amaro,
Maurício Ramos (Román - 37'/2ºT) e Juninho; Márcio Araújo, Marcos Assunção,
João Vítor e Valdivia; Mazinho (Maikon Leite - 11'/2ºT) e Barcos. Técnico: Luiz
Felipe Scolari.
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